
Hoje sinto-me como já não me sentia há algum tempo: triste.
E, quando eu estou triste, assim mais em baixo, costumo, sozinha, fazer coisas para me animar, como visitar a Luciana, a manicure, pedicure (e tudo o resto) mais brasileira que algum dia já vi e que trata de mim como uma princesa.
Assim de repente, poderia ir fazer outras coisas, como enfiar-me numa loja de tecidos e dar asas à imaginação.
Poderia ir à minha costureira e perguntar se ela tem tempo para mim ou se já despachou as 7 peças por acabar.
Poderei passar para o lado da futilidade, numa altura em que me posso congratular de poder ignorar os argumentos "troikistas" e ir fazer uma série de compras, enfiar-me num shopping e fingir que só eu é que ando lá dentro (coisa difícil em dias como estes).
Poderia ir para uma esplanada, sacar de uns óculos de sol, ficar entretida com uma Vogue e a apreciar tudo que mexe e tudo o que passa (coisa que eu gosto bastante de fazer), começar a imaginar o que eu mudava naquela pessoa, imaginar o que será que está a pensar ou irá fazer.
Poderia enfiar os pés na maravilhosa água para os lados do Alentejo, ficar a beber um sumo natural, ouvir música boa, cantar sozinha, fazer palhaçada e adoptar o estilo "dolce fare niente" por uns dias como a menina da imagem. Fazer bons jantares e jantar no meio das planicies alentejanas com o cheirinho a verão. Passar o resto da noite a ouvir música cubana enquanto rapto alguém para a minha beira para fofoquices. Ver um bom filme com o luar por trás e a vontade de mergulhar na água. Ir beber um copo com grande descontracção. Descobrir e redescobrir os interiores do Alentejo e gozar o silêncio e a tranquilidade que aquilo me dá.
Poderia fazer tanta coisa para me animar que até fico irritada só de as descrever.
Pronto, esperemos que isto me passe depressinha.
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