sexta-feira, 20 de maio de 2011

Passos Coelho tem no debate de hoje uma (última?) oportunidade para se focar no essencial, ou seja, para finalmente desmascarar a farsa socrática em curso e, assim, conquistar ao PS os votos dos eleitores de centro e de centro esquerda que estão, naturalmente, desiludidos e anseiam por uma alternativa.

O facto de o PSD se ter ultimamente concentrado em desvalorizar e atacar o CDS constitui um claro erro político e revela uma enorme fragilidade, incompreensível da parte de quem pretende substituir o deplorável governo que nos trouxe até aqui.

Para se ganhar eleições é preciso merecer o voto, pelo que o PSD tem desde logo de convencer os eleitores dos seus méritos, não basta aparecer como um mal menor e apelar desesperadamente ao voto útil à sua direita, pois assim reduz-se em vez de acrescentar.

Seja como for, não tenho muitas dúvidas de que PSD e CDS irão formar governo a seguir às eleições, caso obtenham em conjunto, como se adivinha, mais de 116 deputados, mesmo que o PS tenha mais votos do que o PSD. Deste modo, o voto útil não tem sentido, pelo contrário, é fundamental votar no CDS para que possa influenciar decisivamente o próximo governo.


Por Bernardo Lobo Xavier, aqui

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