Ser Professor é uma profissão de elevada responsabilidade. Esta classe, juntamente com os Magistrados são, do meu ponto de vista, as profissões dotadas de maior dignidade social, ou que, pelo menos, assim deveria ser.
Ser Professor é ter a consciência de que lhe cabe um papel de extrema importância: ser um modelo de actuação para quem o ouve, enquanto alunos.
Ser Professor não deveria ser uma profissão de acesso livre, ou pelo menos, deveria ter um exercício condicionado: o respeito pelos alunos. Quando os alunos, principalmente a nível do ensino superior, nomeadamente no curso de Direito, respeitam um Professor, fazem questão de presenciar a todas as aulas (e o presenciar neste campo tem um significado ainda mais delicado: significa a adesão - pelo menos temporária - a uma teoria!!), quando isto acontece, os Sr. Professores obviamente deveriam, de forma sinalagmática, nutrir o mesmo respeito, evidenciando-o até.
Infelizmente, no meu último ano de Licenciatura em Direito tem sido constante a perplexidade com que assisto e, sou afectada, pela falta de respeito e dignidade perante um aluno. E isso, se eu fosse "dona" de alguma coisa, se "mandasse" alguma coisa, teria como resultado o impedimento de leccionarem coisa alguma. Uma sanção ao desrespeito e desconsideração por aqueles que lhe ouvem atentamente durante horas a fio e aqueles que, no fundo, fazem com que o recibo de vencimento lhe chegue às mãos todos os meses.
E amanhã a Faculdade não vai ser a mesma. Existe uma coisa com a qual não lido bem (aliás, nem passa pela dificuldade em lidar, não consigo mesmo lidar!): é a falta de respeito e consideração. E o mundo tem de mudar, pelo menos há quem tenha de fazer o trabalho de "pôr na rua" aqueles que não cumprem a sua função, que é, afinal, educar, serem um modelo a seguir. Porque se isto é modelo de coisa alguma, então a sociedade vai, inevitavelmente ficar corrompida pela destruição das bases em que deve assentar.
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