domingo, 25 de setembro de 2011



Sempre gostei que me escrevessem. Pensar que alguém esteve uns momentos a pensar a melhor forma de transmitir aquilo que sente, que por momentos sorriu enquanto escrevia, e que eu passo a ter num bocado de papel um pedacinho do coração de alguém, é das melhores coisas. E há muito tempo que não me escrevem. Coisas bonitas, bonitas mesmo, bem escritas, vindas do coração.
Seria muito difícil gostar de alguém que escrevesse mal, de alguém que não soubesse como escrever aquilo que o coração sente.

domingo, 11 de setembro de 2011

Tinha acabado de chegar a casa.
Sentei-me confortavelmente no sofá e liguei a televisão. Habitualmente sintonizada na sic notícias, achei que estava a ver um filme.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

terça-feira, 30 de agosto de 2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Já não sei o que fazer com esta menina.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011


Já com 86 anos, Jacques Delors continua a ser referência importante nos assuntos europeus e com grande lucidez avista um futuro negro para a União.
Eu sou uma defensora acérrima da integração Europeia e a cooperação económica reforçada é a única via para a Europa a 27 escapar a este abismo a que estará destinada. Cooperação económica reforçada mas com união a 27 e não união a 2. A imagem que a Europa está a dar ao mundo é a de que não há liderança política nem futuro definido. E a continuar neste rumo, a crise a sério ainda está para vir.
O blogue também decidiu ir de férias.
Sempre que venho para os lados do Alentejo, há sempre uma coisa que eu sei: quando chego ao Norte, vou mais leve, de cabeça, de alma e de ideias. Chego desprendida de tudo.
Mais do que férias, sempre foi um recanto escondido onde me consigo encontrar.
E isso pode significar uma de duas coisas: ou solidifico as minhas convicções, renascendo uma nova força em seguir o caminho escolhido ou decido mudar de trajectória.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011


Há tempos decidi apostar tudo nisto.
Um dia vou saber se deu resultado.


domingo, 24 de julho de 2011

Please, tomorrow's going to be different

Os livros para mim são como bíblias, estimo-os como um vestido.
Mas hoje a coisa não me corre bem. Desde o pequeno almoço pela manhã com uma amiga, em que quase origino um acidente na mesa, à preguiça que me assola. Vai daí que agora resolvi virar uma chávena de café em cima de um Código de Processo Civil anotado. Ficou maravilhoso, assim para o castanho. É por isso que detesto a delta.

(em género de homenagem)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Pronto, esta menina acabou de me roubar um sonho.


Ando triste, cansada, desanimada, desapontada, desconcentrada, constantemente a franzir o sobrolho, a precisar de colinho e com pouca vontade de parar por aqui. Às vezes sinto inveja da Ana de há uns dias atrás.
Preciso de novos ares, longe daqui. É sempre aí que me reencontro (daqui a uns dias).

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Constatação do dia

1. Como os meus avós existem muito poucos e, por isso, só podiam mesmo ser meus.
2. Já sei os artigos do Código Civil dos contratos de empreitada e compra e venda de olhos fechados.
3. Preciso de ligar à minha costureira. Ela usa do direito de retenção ilegalmente.
4. E percebi hoje que, não, não sou a melhor amiga da Barbie, sou mesmo a Barbie.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Hoje uma amiga minha ligou-me (sempre me procuraram para ser ouvinte e dar uma opinião sobre estes assuntos, devem achar que percebo muito, mas cada vez mais me convenço que percebo muito pouco) e, durante uma hora, tive a dar-lhe conselhos sobre "como ser feliz" (conselhos amorosos, assim resumindo rapidamente).
Depois de ter desligado o telemóvel, pensei "quem precisava destes conselhos era eu".

A sério, eu acho mesmo que sou a melhor amiga da Barbie ou coisa parecida, só pode ser.

É tudo o que eu faço


Às vezes costuma doer - quando, afinal, não conseguimos que passe disso mesmo: um sonho.

terça-feira, 19 de julho de 2011


Qui fofura :)

Meninos da troika, aqui vocês não metem o dedinho

Ainda não fui à Bimba & Lola. Perdi-me ontem só na Purificacion Garcia. Bimba & Lola, que tens tu para me oferecer?

domingo, 17 de julho de 2011

sábado, 16 de julho de 2011

Coisas de menina pequena

Não me importava de ser princesa e de ter um principe assim.

sexta-feira, 15 de julho de 2011


Benefit - Fã, nº2 (porque não se pode ser fã nº1 a tudo).


Eu hoje fiz tanto que até dói. A sério, fui extremamente produtiva ao longo do dia.

quinta-feira, 14 de julho de 2011



Finalmente, acho que amanhã me vão vir as lágrimas aos olhos e tudo.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Aha Aha. Nunca me tinha acontecido. Adormeci com caneta em punho e em plena cadeira. Está bonito.

terça-feira, 12 de julho de 2011


Às vezes sinto-me triste. Às vezes dá-me para isto. Sei lá, deve ser o stress ou coisa que o valha. Às vezes, sei que nem tudo corre de feição.
Mas nem por isso deixo de tentar sorrir. Ou pelo menos de tentar ser toda positiva e sorridente. Acho que tenho um bichinho dentro de mim que me faz cócegas e me obriga a sorrir porque não quer que fique triste. E é isso.
Porque eu sei, eu sei, tenho a certeza que um dia vou ser feliz, assim, a toda a hora.
Gostava imenso de ser a super mulher e ler os artigos das sucessões todos de uma assentada só, mas a verdade é que corro o sério risco, a esta altura, de acrescentar números aos artigos, alíneas e até palavras, portanto, arrisco-me a não respeitar o legislador, esse filho da mãe.
Sendo assim, acho por bem parar por aqui.
Estou cansadíssima. Acho que só lá em cima sabem como ando cansada.
A minha dose de optimismo constante está a terminar e o sentimento actual é de que isto vai correr muito mal, ai se vai...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Palavras que podiam muito bem ser as minhas

Ainda deve estar em exibição nos cinemas um filme com o título "A Minha Versão do Amor". A história é simples e bonita.

Muitos dizem que o "amo-te" está banalizado, e que já sai da boca à velocidade de um "passa aí a água", e já não é sentido. Pois eu acho que o "amo-te" é uma palavra em vias de extinção, se calhar por lhe terem dado um peso que ela não tem de ter e um significado universal, que ela também não tem.

Cada pessoa tem o seu timing, cada pessoa conhece a forma como sente as relações, e, por isso, cada pessoa deve decidir quando é o tempo certo de dizer que ama alguém. Não é estúpido dizê-lo ao fim de um mês, ou de três, ou de dois anos. É só estúpido dizê-lo quando não se sente amor, como é estúpido não dizer que se ama apenas por medo, por receio do impacto da palavra, por temer a forma como isso pode afectar a relação.

Na verdade, só três pessoas me ouviram dizer "amo-te". E das três vezes foi sentido. E todas tiveram o seu timing próprio. A primeira vez que o disse foi a alguém com quem nem sequer namorava. Era minha amiga, andávamos a sair num grupo de amigos há vários meses, e eu sabia que aquela era a pessoa, e sabia o que me ia no coração, apesar de ser miúdo. E a verdade é que tinha razão. Era mesmo amor. Não me lembro exactamente da primeira vez que lhe disse que a amava, mas na verdade essa vez terá sido sempre mais tarde do que devia e do que sentia.

Da segunda vez aconteceu o contrário. Foram meses e meses de sentimentos confusos, de uma relação atípica e cheia de avanços e recuos. E aí esperei. E aí tentei interpretar os meus sentimentos. Esperei para ver o que sentia e como esse sentimento evoluía. E quando tive a certeza, disse-o. Terá demorado um ano, não sei ao certo, mas disse-o com convicção. E uma vez mais sei que o disse de forma sentida.

A última vez foi a que me trouxe mais problemas, por tudo o que disse no início, pelo peso da palavra, pela responsabilidade que o sentimento acarreta. Mas eu tinha a certeza e disse-o, e disse-o com a certeza de que o sentimento não era ainda recíproco, e sem a certeza de que o impacto seria positivo. Mas era o que sentia, e por isso fui em frente. A reacção foi o contrário do que eu esperava. As palavras fizeram-na fugir de mim, deixaram-na em pânico, provavelmente porque nunca ninguém lhas tinha dito, provavelmente porque jamais ela sentira por parte de alguém um sentimento tão forte como o que eu sentia por ela. E pela terceira vez disse-o com convicção e certeza. Tinham passado umas três semanas desde o primeiro beijo. Para muitos é impossível amar-se alguém em tão pouco tempo, mas eu sempre refutei esses argumentos generalizados. Cada um sente à sua maneira, cada um tem os seus timings. Eu tenho os meus. A certeza de nunca me ter enganado dão-me confiança para dizer aquilo que verdadeiramente sinto.

Mas tão ou mais importante do que o dizer "amo-te" é o não dizer "amo-te". Uma relação sem "amo-tes" é uma relação pobre. Gostar não é amar, adorar não é amar, amar é amar. E quando se ama diz-se "amo-te". Não me venham com "I love yous", não me venham com "és a pessoa da minha vida", porque isso é uma treta, isso é mariquice, é infantil e absurdo. Amor é um sentimento adulto e é preciso ser-se crescidinho de cabeça para se poder amar.

De uma coisa eu tenho a certeza: quem nunca amou, quem nunca disse que amou, não pode ter um coração cheio.

E não é que há mesmo?

Há mais Grécia para lá da crise, aqui.