segunda-feira, 10 de maio de 2010

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Esperei por ti porque soube esperar, porque nos genes ou na aprendizagem da sabedoria mais íntima e preciosa havia uma voz firme e incessante que me pedia para esperar por ti. E eu gostava de ouvir essa voz embalar-me de noite antes de, tantas e tantas vezes, te encontrar nos meus sonhos, a acalentar-me de manhã, quando um novo dia chegava e me fazia pensar o quanto longa e inglória poderia ser a minha espera. Esperei por ti, já não espero mais.
O sufoco de ter o coração apertado por muito tempo transforma a dor num misto de coragem e de força que nos liberta de tudo, testa a nossa capacidade e nos faz ir além daquilo que pensávamos ser os nossos limites. Hoje não quero ver para não me lembrar. O coração já não aquece como outrora aquecia, uma ferida que nunca cicatrizou. O teu jeito permanece em mim, vou morrer de saudade. Mas só isso, nada mais.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Porque o fim de tarde é sempre a mais bela parte do dia: quando tudo termina ou começa, o incrível "coucher du soleil", o passeio na areia ao final da tarde, as conversas de fim de tarde, os devaneios de fim de tarde, o beijo e a mão dada ao sabor dos tímidos raios de sol, a serenidade e o melhor da vida.

Procurarei incessantemente o meu melhor fim de tarde.