quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sempre que me dou ao luxo destes banhos prolongados, mal termino, cai sobre mim um sono em que juro que entre mim e um bébé a dormir, a coisa dá-se por igual.
Se calhar convém dizer que adormeci a ouvir o Sr.Ministro das Finanças a dirigir-se aos deputados. Gosto muito do senhor, devo dizer desde já. Tem as respostinhas todas ali à maneira, sim senhor, mas, a sério, precisa de um abanão, até porque assim não consegue acordar os deputados todos que estão concentradíssimos no Facebook ou a tratar de assuntos lá de casa.

Estou cansada, congratulando o Dr. Pestana por ser o responsável deste meu estado de incapacidade temporária cerebral. Acho mesmo que hoje em 3 horas pensei mais do que durante a semana toda.
Continuando a época feliz, a agenda está ali a piscar com um sinal vermelho, tal é a quantidade de coisinhas e mais coisinhas que estão à espera de um um acto performativo (estou a sair-me bem, hein?) de uma realeza tão distinta como eu, mas acho que hoje a vou deixar piscar até ficar sem bateria.
Cansada, mas com o meu coração aos pouquinhos feliz. Pronto, é isto.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

E não é que esta coisa do "hoje é o primeiro dia do resto da tua vida" calhou certinho, hã, hã?
Às vezes acerto tão bem que até dói. Raios.


Será que dá assim para o dia hoje ter 48 horas? Vá lááá, dava-me um jeitaço daqueles.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Há coisas sobre as quais tenho dificuldade em falar, talvez por serem tão difíceis de perceber ou até de acreditar. E então aí, geralmente, remeto-me ao silêncio.
Mas hoje andei pensativa sobre isto. Volta e meia, lá me vinha à cabeça o acidente de que tudo fala agora. Considerações à parte, o porquê de só se falar de uma das vítimas, quando existe mais uma em estado grave, tendo outra falecido, nem isso me incomoda agora.
Não existe morte mais estúpida, mais injustificada, mais evitável do que as provocadas pelos acidentes de viação. E não existe, de facto, sentimento de impotência e revolta maior quando, de repente, percebemos que a pessoa que estava connosco há uns minutos, deixou de estar. Há pessoas que são verdadeiras assassinas com um carro nas mãos, têm uma verdadeira arma nas mãos, ali à sua disposição, com o poder unilateral de mudar a vida de uns quantos.
Além da irresponsabilidade em tudo isto - conduzir sem cinto principalmente àquela velocidade é duma irresponsabilidade inqualificável e abominável - mais do que a estupidez de tudo isto, há uma coisa que me faz pensar muito: uma coisa é quando existe uma situação de doença, quando existe um quadro clínico definido em que nos permite saber com antecedência que há uma situação de perigo, outra coisa são situações como esta, que ninguém espera, que todos pensamos que só acontecem aos outros, que a mim não até "porque eu nunca tive nenhum acidente, não é?". Quando de repente, a outra pessoa deixa de existir para podermos dizer tudo aquilo que não dissemos. Quando, de repente, a outra pessoa deixa de existir para podermos dizer que, afinal, tínhamos tanto ainda para conversar, tanto para viver e que tudo poderia ter sido diferente.
E, aposto que, neste caso, se ele pudesse efectivamente dizer alguma coisa, teria como um dos últimos pedidos que chamassem a Rita, deixaria o orgulho todo de lado e diria tudo o que, por estupidez, não quis dizer durante muito tempo.

Desconfio que

Quando tiver tempo para entregar o meu corpinho nas mãos de uma massagista ela me vai dizer isto: "Menina, nada a fazer, as suas costas estão em estado muito crítico, é melhor permanecer num spa durante 2 semanas". Oh, assim de repente, não vejo nada contra minha senhora.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Perguntinha

Enquanto lia aqui umas linhas sobre o contrato de empreitada, veio-me à cabeça (assim do nada) uma imagem de umas belas espetadas de lulas e gambas.
Isto é sinal de que estou muito doente, não é?

Há meses que não toco em café. Hoje desconfio que vou mudar a máquina do café de sítio.
Vai ficar mesmo à beirinha da pilha de livros que tenho à frente. Parece-me bem, assim escuso de me levantar tantas vezes.
Custa muito, é verdade. Mas eu continuo a achar que o esforço é sempre recompensado e encontro sempre em mim (lá bem no fundinho) uma forcinha que me dá toda a energia que preciso.
(não, não é promoção à delta, é mesmo porque cá em casa existe a Delta Q - quando eu prefiro mil vezes Nespresso e o George a perguntar-me pelo "What else").
Sonho, pacientemente, pelo dia em que chegará assim, com um cartaz destes à porta de minha casa.
Sim, eu sei, as mulheres às vezes são muito estúpidas. Então eu, eu tenho um selo na testa.

Será que dá para ficar assim o dia todo? Não, pois não? Bem me parecia.

domingo, 26 de junho de 2011

Comentáriozinho snob de última hora

Há pessoas que são tão pirosas que deviam ser proibidas de ter facebook. A sério que sim. Daquelas que gostam de exibir as fotografias todas, desde os álbuns das 1500 viagens que fizeram (ou não, mas é sempre giro dizer que sim, dá sempre ar de pessoa culta e viajada), às fotografias das comunhões todas a que já foram e o jantar de pijama super sexy com a mostra da louça gira lá de casa. Por favor, pá.
Esta é para ti.
Vivam os decotes e as mini-saias, viva a pernoca à mostra, viva a pele bronzeada.
Viva os 2 litros de água que o meu corpinho agradece todos os dias.
E viva a Alessandra que é uma góstosona de primeira.
E viva para mim também que vou dar uso às sapatilhas, ao calção e ao óculo de sol para ver se eu e ela ficamos parecidas. Ahhhhhh ahhhhh, é isso , é isso (sim, sim, estou a ser modestinha que só comigo).

Eu sabia que isto não podia passar em branco


Meninas, este senhor está solteirão outra vez!! Ah pois é.
Não sei lá o que se passou, e aliás, confesso a minha solidariedade porque estas coisas nunca são fáceis.
Mas a mim parece-me que o Nespresso passou a ter piada outra vez.
É que entrar na loja ou ver o anúncio, aquela resposta mental ao "What else" tinha deixado de fazer sentido. Eu desconfio até que metade das mulheres compravam café só por causa do George e que, logo que se soube da Italiana no meio, a coisa deixou de ter piada. Porque responder ao "What else" com outra no meio, não dá para ir muito longe.
Sendo assim, corram a agarrar o homem, mas vá, não se atropelem, uma de cada vez.

sábado, 25 de junho de 2011


Minhas senhoras, larguem tudo e corram já a comprar isto porque é uma maravilha!! (e não, não é assim tão carote como a Lierac é de supor que seja).
Hoje sinto-me como já não me sentia há algum tempo: triste.
E, quando eu estou triste, assim mais em baixo, costumo, sozinha, fazer coisas para me animar, como visitar a Luciana, a manicure, pedicure (e tudo o resto) mais brasileira que algum dia já vi e que trata de mim como uma princesa.
Assim de repente, poderia ir fazer outras coisas, como enfiar-me numa loja de tecidos e dar asas à imaginação.
Poderia ir à minha costureira e perguntar se ela tem tempo para mim ou se já despachou as 7 peças por acabar.
Poderei passar para o lado da futilidade, numa altura em que me posso congratular de poder ignorar os argumentos "troikistas" e ir fazer uma série de compras, enfiar-me num shopping e fingir que só eu é que ando lá dentro (coisa difícil em dias como estes).
Poderia ir para uma esplanada, sacar de uns óculos de sol, ficar entretida com uma Vogue e a apreciar tudo que mexe e tudo o que passa (coisa que eu gosto bastante de fazer), começar a imaginar o que eu mudava naquela pessoa, imaginar o que será que está a pensar ou irá fazer.
Poderia enfiar os pés na maravilhosa água para os lados do Alentejo, ficar a beber um sumo natural, ouvir música boa, cantar sozinha, fazer palhaçada e adoptar o estilo "dolce fare niente" por uns dias como a menina da imagem. Fazer bons jantares e jantar no meio das planicies alentejanas com o cheirinho a verão. Passar o resto da noite a ouvir música cubana enquanto rapto alguém para a minha beira para fofoquices. Ver um bom filme com o luar por trás e a vontade de mergulhar na água. Ir beber um copo com grande descontracção. Descobrir e redescobrir os interiores do Alentejo e gozar o silêncio e a tranquilidade que aquilo me dá.
Poderia fazer tanta coisa para me animar que até fico irritada só de as descrever.

Pronto, esperemos que isto me passe depressinha.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Expliquem-me, por favor, que eu sou como as pessoas normais e que também engordo.
E que é uma estupidez coisas como as que se me estão a passar agora na minha cabecinha, como os petiscos do Fialho. Para isso era preciso estar em terras alentejanas, minha menina. E não estás.
Estúpida.
É tudo o que tenho a dizer. Obrigada.

Oi?


"Nunca percebi muito bem a dificuldade que algumas pessoas têm em entender que certos orifícios têm uma função específica e não se tratam propriamente de depósitos ou "gavetas corporais" para irmos guardando os objectos que entendermos, mesmo que os estimemos muito e por essa razão façamos questão que nos acompanhem para todo o lado. Há outro tipo de formas de o fazer: nunca ouviram falar no chamado saco de plástico? Carteira? Mochila? Mala? Porquê no ânus meus amigos?

E são múltiplos os casos de inserção de todo o tipo de objectos estranhos em partes do corpo. Coisas que fazem sentido ser utilizadas, consumidas ou veneradas no exterior mas que alojadas no recto ou no cólon não se percebe muito bem para que servem, ou o que ali estão a fazer.

Cenouras, pepinos (cuidado com a e-coli), garrafas de Fanta e Coca-cola de 33 cl e de licor beirão (fantasias com El português?), latas de todo o tipo de refrigerantes, frascos, tubos do aspirador (limpeza intestinal?), comandos da televisão, do vídeo e do ar condicionado (para refrescar?), cabos de martelos e outro tipo de ferramentas, e houve até o caso de uma senhora da zona de Anadia que entrou nos HUC com o futuro cunhado acoplado à traseira, ambos enrolados num lençol. Acho que não é preciso dizer que o casamento não se realizou.

Mas o pior está para vir. E mesmo acreditando que muitas pessoas sentem, por uma questão de fé, ter a Nossa Senhora dentro delas, já me custa mais entender qual a relação entre isso e o facto de num Hospital em Coimbra ter dado entrada um senhor com uma estatueta da Nossa Senhora de Fátima enfiada no ânus, com a desculpa de que andava nu em casa e tropeçou. Pelo menos teve o discernimento de não usar como desculpa o catolicismo praticante para a realização de tamanha façanha. É que até na religião convém estabelecer alguns limites. E não entendo como é que por enfiar uma Nossa Senhora de Fátima no rabo, mesmo tratando-se de promessa, a vida desta pessoa pudesse melhorar de alguma forma.

Conclusão: parem por favor de usar o rabinho como armazém para todo o tipo de coisas, não tem piada nenhuma para quem tem de as retirar do interior e os contribuintes/Estado não têm obrigação de comparticipar este tipo de bizarrias.

PS: aos mais pudicos que vierem mostrar-se muito indignados com estas linhas fiquem cientes que a minha indignação é tão grande ou maior do que a vossa, pelo que me solidarizo com as vossas palavras."



Raisparta pá. Só ouço falar em saldos prá li, promoções pracolá.
E eu tenho de levar com contratos, vejo-me impossibilitada de sair desta cadeira para aventuras desse gabarito. Sim, porque eu já sei , já sei, que por muito que diga que estou só de olho numas coisinhas da Bimba & Lola, acabo por pôr o olho em quase tudo o resto. Eu sou assim.
A sério, não entendo porque não posso ser feliz assim só um bocadinho.
Esta parece-me bem para começar um dia como hoje.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Lição nº1

Deixemo-nos de tretas. Deixemo-nos de códigos.
Afinal, o que é que uma mulher quer num homem?
Fora algumas excepções, o que uma mulher quer mesmo é que ele a faça sentir-se especial, que a faça sentir-se a tal, a menina dos olhos dele. Isto muito poucos conseguem, é um trabalhinho que exige capacidade de fintar a mente feminina.
Essa coisa do "a ver se dá", do "modo não-exclusividade" é capaz de ser um bocado chato quando chega ali ao ponto de a fazer sentir mais uma no pacote de hipóteses, quando a faz sentir vulgar aos olhos dele. Aí é capaz de ser feio.
Já não me lembro de comprar um vestido (estou a falar muito a sério). E este, este é tããããooo fofinho que até dói. Fico assim com o coração apertadinho só de olhar para ele.

Do Facebook

Não percebo, o número de amigos da maior parte das pessoas que conheço aumenta (exponencialmente) de dia para dia. O meu dá vontade de, às vezes, diminuir alguns. Ora vai a eito, ora fica a listinha lá à espera para futura inspecção (claro que alguns solicito amizade, óóóbvio, mas esses interessam-me por outras razões).
De qualquer das formas, o facebook pode tornar-se uma coisa perigosa. Pode ser um aliado a "como criar macaquinhos na cabeça".
Coisa feia.
Estou chocada: amanhã vão estar 29 graus e no sábado 33. Não sei como fazer.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Quem diz que não há vantagens em ser mulher, diz uma grande mentira, grande mentira.

E pronto, a banheira durante meia hora é minha. Com sorte, adormeço lá dentro (só vão faltar mesmo as pétalas de rosa e o champagne).
When my heart say enough: se calhar estou errada, se calhar estou a ser precipitada, se calhar já não sei bem o que penso, já não sei bem avaliar as coisas.
Mas a verdade é que não quero um amor pela metade, nunca quis. Hoje mais do que nunca, não quero. Nunca gostei de metades. E é isso que eu sinto, sinto-me uma metade, sozinha, sem parte.
E quando assim é, não vale a pena insistir. E no amor não se insiste.


terça-feira, 21 de junho de 2011